Arquivo X – 1ª Temporada (Capítulos)


S01E01 – Piloto: Este é um piloto perfeito, consegue introduzir tanto o formato quanto as premissas de enredo da série; e ainda fazer sentido sozinho sendo um dos melhores do seriado. A trama é bem interessante, com um roteiro muito bem escrito sem pontas soltas, e os personagens já aparerem como foram consolidados. Talvez a diferença principal era a tensão sexual entre os protagonistas, muito evidente aqui mas reduzida em seguida.

Além de tudo, o episódio contém cenas memoráveis, da revelação do corpo exumado à comemoração de Mulder sobre a perda de tempo. Esta última é inesquecível; depois desde episódio, todos nós “queremos acreditar”.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E02 – Garganta Profunda: Praticamente uma parte 2 do piloto, aqui é explorado mais afundo o conhecimento (consentimento) do governo americano com relação a existência de vida fora da Terra. Neste capítulo, uma boa premissa, os agentes investigam os pilotos que possivelmente estejam testando OVNIs.

Com a introdução do informante de Mulder, que dá nome ao título, a trama dá um salto com relação à importância do trabalho do Arquivo X e suas implicações maiores. Posteriormente o rapto de um personagem e sua recuperação dão um teor de suspense ao episódio que acaba sendo um pouco parado.

Avaliação: 3.5 de 5.

Muito Bom (3,5/5)


S01E03 – Aperto: Este é considerado o episódio que consolidou o seriado, e a responsabilidade é corretamente atribuída. Após os dois primeiros focados exclusivamente na vida extraterrestre, este aqui dá boa expandida nos limites do que os agentes vão enfrentar; um monstro mutante serial killer.

Além disso, é tudo muito bem feito, desde a interpretação do vilão à história; que é também uma amostra perfeita do tom da maioria dos episódios do seriado, em enredo e em clima. Uma situação sim absurda, mas com muita coisa que faz sentido; pois estão partindo de elementos que, no limite, são plausíveis. Tudo se desenvolve no limite do suspense, um pouquinho de ação, e situações assustadoras.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E04 – Elo: Outro episódio importante para a consolidação do seriado. Desta vez passamos a entender melhor as motivações de Mulder quando ele se envolve pessoalmente no caso de uma moça desaparecida com indícios de abdução. A premissa é bastante interessante, os códigos decifrados pelo garoto revelando marcos da humanidade é ótimo. Entretanto, acho que seria mais crível se representasse coisas do universo da criança, e fosse uma espécie de efeito colateral da visita; isto porque não faz tanto sentido utilizar uma pessoa de 8 anos para entender uma civilização.

Ainda, outro marco interessante que se consolida aqui é a mescla entre explicações fantasiosas (ou conspiracionistas ) e outras mais terrenas para a resolução dos crimes e situações; o que contribui sempre para a ambiguidade característica de Arquivo X.

Este episódio também tem destaque por estabelecer uma relação invertida – em relação ao padrão da época – dos gêneros dos protagonistas. Mulder é o parceiro mais emocional e aberto enquanto Scully é mais durona em sentimentos e pensamentos. Foi um grande marco do entretenimento do período.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S01E05 – Diabo de Jersey: Pessoas aparecem canibalizadas no interior de Nova Jérsei em uma cidade decadente; os agentes vão para lá tentar entender melhor o que seria esse monstro – confrontando a polícia local, que deseja encobrir tudo para não prejudicar o turismo da cidade, baseado em cassinos. Mulder passa algum tempo sozinho nessa aventura, já que Scully tenta arrumar um namorado após perceber, na festa de um sobrinho, que ela precisa ter filhos.

Particularmente os interesses amorosos que a colocam nesta primeira temporada acho mal pensados para a atriz. Ela aparenta ser muito nova para os 29 anos propostos e sua relação com homens acima dos 40 hoje aparenta ser datada; assim como a vontade de se relacionar ser despertada por lidar com crianças.

De toda forma, acho uma das premissas mais interessantes de todo o seriado: a persistência de um homem pré-histórico nos dias atuais. Uma característica muito boa desse capítulo, e que é perdida ao longo da série, é a discussão de Mulder com acadêmicos e cientistas de verdade, testando suas hipóteses. Isso dá muito mais validade às tramas e sua busca por respostas exóticas. É um contraste com o futuro, onde seus conselheiros são os Pistoleiros Solitários – personagens que, se muito carismáticos, funcionam mais como alívio cômico.

O problema deste episódio creio que ficou mais na caracterização dos “monstros”. Não sei se foi problemas de orçamento ou quiseram apelar para uma feminilidade da personagem, mas quando os encontros finais ocorrem tudo vai por água abaixo.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3,5/5)


S01E06 – Sombras: Começando com a possibilidade de uma pessoa com poderes psicocinéticos, a trama vai dando voltas e mais voltas até chegarmos em uma história de amor com espíritos e fantasmas. É um dos capítulos mais voltados ao terror de todo o seriado, com algumas cenas bebendo muito das convenções deste gênero.

Aparentemente a produção não estava satisfeita apenas com uma abordagem mais intimista, entre o terror e o drama. Isto pois enxertaram outros elementos políticos que acabaram bagunçando ainda mais uma trama que termina de uma forma bem diferente da que promete ao começar.

Avaliação: 1.5 de 5.

Ruim: (1,5/5)


S01E07 – Fantasma da Máquina: Provavelmente o episódio mais datado de Arquivo X, aqui Mulder e Scully enfrentam um prédio. Sim, um prédio dominado por uma inteligência artificial – será que essa foi a inspiração daquela novela da sete, Tempos Modernos? A premissa em si ainda é atual, afinal existem já as smart-houses, mas a forma como ela se desenvolve é um suco concentrado de anos 90.

Preparem-se para batalhas contra um elevador, uma luta contra o ar-condicionado e tensão com as câmeras. Claro que sabendo da dificuldade de criar tensão contra objetos inanimados, os roteiristas colocam outros elementos na trama, sobre conspiração governamental, mas que ficam completamente deslocados.

Avaliação: 1 de 5.

Muito Ruim (1/5)


S01E08 – Gelo: Baseado em The Thing: O Enigma de Outro Mundo, é praticamente uma versão light daquele que é um dos filmes mais grotescos da Ficção Científica. E mesmo assim, ou talvez justamente por isso, acho um equilíbrio melhor que aquele grande filme. É um dos capítulos mais amados da série, com razão.

Ele tem todos os elementos principais da série: pitadas de suspense, terror e ficção, teoria da conspiração, alienígenas, especulações científicas… é uma refeição completa de Arquivo X. Além de uma homenagem muito bem feita àquele filme (que a época tinha apenas 11 anos), desde seus primeiros momentos; com infecção iniciada por um cãozinho.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E09 – Espaço: É um episódio que mistura várias teorias da conspiração dos anos 90 numa sopa de entulho; a “face de Marte”, a destruição da Challenger, alienígenas que não querem ser descobertos… e o resultado não foi dos melhores.

A premissa não é das piores para mim, seria bem plausível um entidade alienígena impedir a exploração espacial. Mas é um esforço enorme para entendermos que seria essa a moral da história. Isto porque o “monstro” não tem características nem poderes especificados claramente, nem muito bem seus motivos.

Se ele fosse de alguma forma conectado com o arco principal da série nossa percepção talvez fosse outra. Embora se tornou um dos episódios mais datados do seriado; seja pelos efeitos gráficos do monstro se manifestando, ou pela “face de Marte” ter sido desmentida poucos anos depois com fotos de melhor resolução da região.

Avaliação: 2 de 5.

Ruim (2/5)


S01E10 – Anjo Caído: O capítulo está conectado com a trama principal da série, mas não é algo percebido de imediato. No calor do início de Arquivo X acredito que relevamos um pouco que este capítulo não apresenta efetivamente nada que já não sabíamos. Um inimigo que não aparece, tem motivações pouco claras, e tudo fica bem confuso.

No geral, é um episódio muito legal, mas nesta minha segunda visita ao seriado me incomodou o quão pouco de novo que é apresentado. Há alguns elementos muito bons, como o personagem de Max que é bem marcante, assim como o comportamento ambíguo do Garganta Profunda. Apenas muito mais pra frente as coisas que vemos aqui vão fazer sentido, provavelmente ainda eram pautas da estória que estavam em estado embrionário.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3,5/5)


S01E11 – Eva: As gêmeas de O Iluminado fazem uma participação especial em Arquivo X. Não é bem isso, mas lembram bastante. As atrizes mirins roubam o show, pena que não continuaram a carreira. Elas dão o tom principal do capítulo, com muito suspense e mesmo um pouquinho de terror.

É um dos raros episódios em que tanto a trama quanto resolução é bastante “terrena”; todas as especulações iniciais de Mulder não fazem o menor sentido mas são substituídas por uma bela Teoria da Conspiração bem interessante e relativamente razoável para os padrões do seriado. Minha única dúvida era se as garotas tinham algum poder telepático, seja para se comunicar entre elas – o que ficou mais claro – ou para ler as mentes alheias – pelo sentido dela falar o que Mulder queria ouvir.

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E12 – Fogo: Este acaba sendo um capítulo mais dedicado ao desenvolvimento do relacionamento entre os dois protagonistas que uma grande investigação paranormal. Uma antiga namoradinha de Mulder aparece com o caso de um piromaníaco que vem para os EUA atrás de uma família aristocrática inglesa. O que ficou bem confuso, na realidade. Como sabiam que aquela família seria o alvo dele?

No visual, o capítulo é muito interessante: as imagens dos incêndios acabam sendo belíssimas e as maquiagens das queimaduras são fabulosas. Assim como na participação de Mark Sheppard (Crowley de Sobrenatural), muito boa. Mas não é lá uma grande história, e ficamos mais interessados na reação de Scully ao ver Mulder com sua ex.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S01E13 – Além-mar: A situação se inverte e desta vez temos o Mulder sendo cético e Scully muito crente na paranormalidade. Agindo mais solitária, aqui seu papel acaba guardando muitas similaridades com a da protagonista de O Silêncio dos Inocentes. Um grande destaque também para o intérprete do vilão.

Sabendo bem inverter os papéis em um momento de fragilidade de Scully, é um capítulo de grande sensibilidade em que nos importamos muito com o destino dos personagens. Também, ao melhor estilo do seriado, deixa a resposta direcionada mas inconclusiva. É um episódio que ficamos pensando durante dias se o que houve foi verdade ou não.

O que é bem engraçado é a reação de Mulder em todo o capítulo: a única vez em que ele é cético a Scully não aceita, e é curioso ver como ele fica puto com a situação.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E14 – Gênero Indefinido: Sexo, Amish e alienígenas. Neste episódio temos uma espécie de mutante que consegue mudar de gênero livremente e acaba assassinando as pessoas após fazer sexo com elas. É tudo bem maluco – a sinopse é um espetáculo a parte.

Justamente pela maluquice se torna tudo bem interessante, com destaque para os cenários. A seita religiosa que é relacionada com o assassino é bem assustadora, e mesmo com a bizarrice geral parece que tudo faz sentido: os poderes regenerativos da argila, a mudança de sexo… pena que é jogado tudo para o alto ao final. A origem daquela seita não fez o menor sentido e foi uma explicação súbita que estraga todo o capítulo.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S01E15 – Lázaro: São dois corações batendo no mesmo corpo! Provavelmente uma das premissas menos críveis de todo o seriado, quando o ex-namorado de Scully morre exatamente ao mesmo tempo que um bandido que ele estava perseguindo, a alma de um vai parar no corpo de outro.

Ainda assim é um bom episódio, tensão e suspense em boa medida e boas interpretações dos atores. E mesmo absurda, a premissa se tornou interessante e há alguns pontos legais que são explorados; como a questão da doença “herdada”.

Aqui há um forte sinal de datação do seriado; a relação da Scully com seu ex se pararmos para pensar já seria um pouco problemática no dia de hoje. Ela, muito nova, se relacionando com um dos professores. Ainda mais que fisicamente a atriz à época aparentava ser muito mais nova.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S01E16 – Comportamento Jovem: Emplacando uma seqüência de episódios apresentandos elementos do passado de nossos protagonistas, aqui Mulder volta a ser perseguido por um bandido que ele havia prendido há anos. A premissa se desenvolve em conseqüências bem absurdas, e confusas, porque fiquei com a impressão que o roteiro gastou várias fichas em um único episódio: a juventude e a recuperação de membros amputados, que não ficaram convincentemente conectados.

Há alguns problemas quando estamos em seqüências de “ação”, especialmente nas cenas finais, que poderiam ser melhor editadas e coreografas (os saltos das pessoas atingidas lembra os bang-bangs dos anos 50). Foram três premissas interessantes – um antigo inimigo, a juventude e recuperação de membros – gastas de uma única vez em um capítulo não muito bem realizado.

Uma questão que acabou conectando este e o episódio anterior pelo acaso é a idade dos personagens em relação aos atores, muito mal estabelecidas. Neste episódio é estabelecido que Mulder saiu da academia com 28 anos, e em outros anteriormente ele alega que tem 10 anos de arquivo X. Colocando ele com 38 anos, quando a idade do ator (e do personagem em retcon) é de 34 – que seria a idade do namorado da Scully do capítulo anterior.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S01E17 – E.B.E: Provavelmente um dos episódios mais importantes do seriado, é o primeiro que realmente engrena no arco principal da série; pela também primeira vez temos idéia do que nossos protagonistas estão se metendo. É muito interessante vê-los tão engajados, especialmente Scully que finalmente parece estar convencida de que a verdade está lá fora.

Ele estabelece várias coisas que se tornarão bases do resto de Arquivo X, desde o apartamento de Mulder à conspiração internacional. Entretanto, justamente por isso acabamos relevando alguns problemas de roteiro internos do capítulo. Ele é sim muito legal. A dinâmica de introduzir os agentes na briga de cachorro grande através dessa busca pelos destroços ou alienígenas recuperados da queda no Iraque foi muito bem pensada.

O episódio abusa um pouco dos plot twists, fazendo, não apenas os protagonistas, como nós mesmos perdemos tempo. A cena final, quando Mulder não vê o que espera, é beira o ridículo. Seria mais inteligente ele não ter visto (por vontade própria ou por ter sido impedido) ou já Garganta Profunda ter avisado de antemão o resultado. Como foi, se tratou de um suspense criado em cima do nada.

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E18 – Homem Milagroso: Uma das premissas mais esperadas de todo o seriado, os agentes vão atrás de um pregador com capacidades de cura. Tudo começa com uma série de clichês e estereótipos, fica assim por boa parte do episódio, mas chegando ao final há uma pequena reviravolta, mesmo com um desfecho previsível, o inesperado foi aparentemente a veracidade do garoto milagreiro.

Ainda, o episódio ganha um significado também para o arco pessoal de Mulder, embora achei que não combinou bem com o roteiro do capítulo.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S01E19 – Formas: Os agentes estão atrás de um lobisomem! Bom, mais ou menos isso. É uma mistura dos clichês de lobisomens com clichês de lendas indígenas norte-americanas. Não é dos enredos mais inspirados, é tudo bem previsível desde o começo, e a reviravolta acaba sendo entregue já na metade do capítulo. Fazendo com que a tensão seja transferida para o momento em que o monstro realizará o ataque… mas o que também acaba sendo muito previsível; quando chegam num local, e esse local está sem energia elétrica, foi um recurso bem chinfrim.

Entretanto, há personagens e cenas muito interessantes aqui. O enterro do personagem morto na primeira cena é um dos momentos mais belos do seriado. A canção entoada pelos índios consegue ser inesquecível, num misto de terror e beleza.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S01E20 – Anoitecer: Na ficção científica, lógica é uma coisa frequentemente esquecida mas muito importante; como os conceitos são novos, ou extrapolações de conceitos já existentes, é muito importante ter em mente como eles funcionam e construir o enredo em cima disso. O que não ocorre em Anoitecer, que tinha tudo para ser excelente.

Os agentes vão investigar desaparecimentos ocorridos no meio de uma floresta preservada mas acabam tropeçando em insetos assassinos. Apesar de parecer roteiro de Filme B, não é o caso, é tudo bem encaixadinho e sem muita extravagância. Entretanto, a fraqueza dos insetos vai de acordo com a conveniência do roteiro, algumas vezes funciona, outras não. Isso é fatal, não só para os personagens, literalmente, como para os espectadores.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S01E21 – Tooms: Esse episódio é duplamente satisfatório, primeiro por trazer de volta um dos vilões mais marcantes do seriado – e, na realidade, o primeiro de todo Arquivo X – e, segundo, por tratar do que acontece depois que os agentes resolvem casos. Como eles normalmente terminam de formas enigmáticas, nem sempre fica claro como os personagens dentro do universo da série vão reagir. Nós entendemos mais ou menos o que aconteceu, mas não fica claro se, dentro da estória, também é o que ocorre.

Aqui sabemos que, pelo jeito, normalmente não é bem assim. Eugene acabou sendo preso apenas por um crime menor, o ataque à Scully, e desta vez é preciso tentar provar mais coisas contra ele. O capítulo se desenvolve muito bem, temos a introdução de dois novos personagens instantaneamente carismáticos e que se tornarão fixos – Skinner e Smoking Men (já havia aparecido duas vezes, mas agora ele tem falas) – e o final é simples mas marcante.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E22 – Renascido: Acho que já vi esse capítulo antes… provavelmente é o que você pensará com alguns minutos vendo uma garotinha com poderes psicocinéticos envolvida na morte de pessoas que, por sua vez, causaram a morte de uma outra. É uma trama muito próxima a de Sombras, no começo da temporada, seja na premissa quanto no desenrolar do mistério; aquele que já não era um bom capítulo.

Há alguns momentos que você pensa, “opa, isso foi inteligente“, mas até mesmo a forma que a direção orienta a intepretação da atriz-mirim, que não faz muito além de olhar sério para a câmera, acaba lembrando outro capítulo recente, Eve. Dessa forma, no geral, é um episódio que você sente que está perdendo tempo em ver. Caso ele fosse produzido algumas temporadas mais a frente, talvez fôssemos menos críticos.

Avaliação: 2 de 5.

Ruim (2/5)


S01E23 – Roland: O terceiro capítulo da temporada (e segundo em seqüência) com temáticas muito parecidas; este aqui com alguns atrativos, uma cena de morte por gelo, assim como a performance do ator na pele de Roland, que foi muito boa. Mas passadas os elogios, é ladeira abaixo.

De alguma forma, aqui tivemos a premissa menos crível desses três episódios “irmãos-por-acaso” que precisa de uma dupla ou tripla camada de extrapolação da realidade: a primeira sendo a preservação dos cérebros das pessoas para eventuais corpos novos (trama bem anos 90), ainda a possibilidade dele estar consciente neste estado, e depois aceitarmos a telepatia envolvida na história. Acaba sendo um capítulo de risadas involuntárias.

Avaliação: 1 de 5.

Muito Ruim (1/5)


S01E24 – Balão de Erlenmeyer: Este é o momento em que a trama da série está amadurecida e pronta para ser entregue para nós; é um episódio quase perfeito. Começando em um crime cotidiano, um homem é perseguido pela polícia por uma infração de trânsito, em alguns instantes se torna uma conspiração internacional!

Há elementos muito interessantes por toda a história; o organismo naturalmente tóxico daquele “criminoso” é meu destaque, mas também vimos uma sala cheia de clones, fetos alienígenas… não tem um momento que não vale a pena.

Finalmente é um episódio do arco principal do seriado em que as coisas são apresentadas mais claramente para nós, com explicações mais detalhadas, sem apelar na dose de mistérios e falta de respostas.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


Arquivo X

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Publicado por Lucas Palma

Paulistano, desde que me lembro por gente fascinado pelas possibilidades do futuro, em games, filmes e seriados, herança paterna e materna. Para surpresa geral, ao final da juventude descobri fascínio também justamente pelo oposto, me graduando e mestrando em História, pela Universidade Federal de São Paulo. Sou autor de Palavras de Revolução e Guerra: Discursos da Imprensa Paulista em 1932.

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