The Expanse – 4ª Temporada (episódios)

The Expanse


S04E01: Nova Terra – Com um significativo intervalo, somos transportados a algum tempo adiante dos acontecimentos da temporada anterior e acompanhamos as motivações as quais os três grupos principais da temporada vão se encontrar no planeta do título, também chamado de Ilus. Além disso, os núcleos de apoio também são bem apresentados, na ONU, OPA e Marte.

Embora competente em apresentar tudo e deixar intrigante toda a premissa da temporada, há algum problema narrativo referente a passagem de tempo dentro do capítulo. De repente, pá, todos já estão lá no planeta. Ficamos com a impressão que deram uma corrida pra conseguir colocar todo mundo no lugar certo já no primeiro episódio da temporada.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S04E02: Carga à deriva – Enquanto em Ilus a tripulação da Rocinante investiga o local da queda e também a “Torre”, uma boa parte do capítulo é dedicado a visita de Avasarala em Marte. Enquanto ainda temos espaço para a investigação da OPA sobre recentes ataques dentro do espaço do anel.

Com muito equilíbrio, este episódio é extremamente eficiente em desenrolar a trama em todas as direções necessárias. Ficamos interessados em todas as possibilidades levantadas, tanto em Ilus, quanto Marte e no Anel; e o mistério em relação ao que se passa no planeta desconhecido é aumentado com as ações finais, as intervenções do Investigador e com a briga no acampamento.

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S04E03: Subdução – Enquanto as pessoas em Ilus precisam lidar com as implicações da primeira coisa que Holden e Miller estão aprontrado por lá, com muita tensão entre os grupos da RCE e os belters (trama que começa a ficar repetitiva), a crise política se agrava na Terra.

Apesar das tensões destes núcleos, o que acaba chamando mais a atenção do episódio é a ação em Marte, quando Bobbie acaba se tornando “refém” do crime organizado, e quando ela vai procurar ajuda das autoridades e é surpreendida. Este arco todo da decadência do planeta é muito bom e este capítulo é seu auge.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3.5/5)


S04E04: Retrógrado – Deixando os problemas terrestres um pouco de lado, neste episódio temos uma maior atenção, finalmente, a OPA, quando Drummer e Ashford capturam o pirata que vinha atacando as naves terrestres próximas ao anel, Marco Inaros, que se tonará um personagem importante. Todos os diálogos entre eles e a trama geral do descontentamento de determinadas facções dos belters com a trégua, e institucionalização de sua aliança, são boas e acabam valendo o episódio.

Isto porque de resto, em Marte e Ilus, as coisas patinam um pouco, especialmente nesta última. Na colônia remota, não saímos de uma espiral de briga entre os mesmos personagens que se torna o principal foco da tela, deixando um pouco de lado os mistérios do planeta.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3,5/5)


S04E05: Opressor – Agora a trama fica quase que completamente focada nos desdobramentos de Ilus, muita tensão e confusão e os mesmos personagens permanecem brigando numa espécie de balé de desentendimento, um grupo rouba a arma de outro, que agride o um… enquanto os mistérios do planeta continuam pouco explorados.

O resto do tempo é dedicado ao arco político terrestre, com o debate eleitoral entre Avasarala e Gao. Sequência que se tem algumas sacadas inteligentes, no geral permanece uma abordagem preguiçosa da coisa. Desde as frases prontas a pouca explicação sobre tudo, por exemplo, a eleição para secretária-geral da ONU é uma eleição por sufrágio universal de bilhões de habitantes do planeta?

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S04E06: Deslocamento – Mantendo as atenções em Ilus, desta vez os colonos precisam se abrigar após mais um desastre ocasionado pelas estruturas alienígenas no planeta. Para ajudar, também forças ocultas fazem com que as naves percam sua capacidade de fazer fusões nucleares em seus reatores – e ainda mais problemas, nada consegue entrar em órbita.

É um capítulo relativamente parado em progressão do enredo, mas se torna interessante devido às sucessivas dificuldades que os protagonistas passam a enfrentar. E, tirando vantagem dos acontecimentos da temporada anterior, nem é necessário muita explicação, já aceitamos tudo o que ocorre como possível.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3,5/5)


S04E07: Tiro no escuro – Com todos em Ilus abrigados na estrutura alienígena misteriosa, desentendimentos naturalmente começam a surgir entre eles, e aqui reside um problema. A temporada, que já tinha um escopo reduzido, fica ainda menor com os personagens habitando o mesmo lugar – e tendo também as mesmas brigas, todo o arco dessas desinteligências aqui já está bem esgotado – a trama das lesmas verdes oxigena um pouquinho de nada.

Um roteiro paralelo se desenvolve na Terra com uma perseguição das forças do nosso planeta contra Marco Inaros, que é extremamente previsível. Também, a personagem de Avasarala que parecia estar desde a primeira temporada caminhando em um certo sentido mais ponderado, aqui volta a se comportar como a amargurada dos primeiros capítulos.

Avaliação: 2 de 5.

Ruim (2/5)


S04E08: Quem tem um olho – Acompanhamos a repercussão da caçada a Inaros tanto entre os terrestres quanto a OPA. E elas são catastróficas para todos os envolvidos, garantindo um pouco mais de profundidade aos personagens – todavia, fica latente o desperdício durante toda a temporada da relação tão bem construída entre Dummer e Ashford, que aparecem muito pouco e mas mesmo assim, aqui, têm belas cenas e diálogos. Enquanto em Marte, conhecemos a família de um certo personagem, o que também configura mais tridimensionalidade a ele.

É o típico capítulo de preparação para o fechamento da temporada, com posicionamento e movimentações finais dos personagens, e bem feito. O reboque espacial acaba sendo bem tedioso, mas necessário. Uma pena que a trama da cegueira em Ilus, que se desenvolve até bem mesmo na repetitividade daquele núcleo, acaba tendo uma resolução tão preguiçosa.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S04E09: Saeculum – Finalmente! Um grande capítulo quando Miller reaparece de fato, mas não exatamente a mesma pessoa, ou não era a pessoa antes? Eles começam a navegar dentro da estrutura misteriosa atravessando portais e cenários magníficos, com a série voltando a bilhar como Ficção Científica mais clássica.

As seqüências de tensão e duelo também são muito boas. Os destinos dos personagens não chegam ser inesperados, mas a forma como tudo se desenvolve consegue nos manter muito interessados. A última parte, quando Miller aparece com um “corpo” diferente foi mais um momento de muita classe do gênero.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S04E10: Cibola em chamas – Um final anticlimático em um sentido não tão inovador: o episódio acaba funcionando como um epílogo da temporada. Vemos as conseqüências da maioria das tramas levantadas nos últimos capítulos sempre naquele tom de balanço do que passou, especialmente do que refere-se aos protagonistas.

Da metade para o final, os dois arcos paralelos, a vida de Bobbie em Marte e a caçada de Ashford por Inaros chegam a conclusões bastante previsíveis por um lado mas também rendem boas cenas por outro. E elas não só criam implicações importantes paras as próximas temporadas, como serão as tramas principais.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


Melhor Episódio

Saeculum – É incrível ver um personagem que morreu na metade da segunda temporada ser capaz de voltar temporariamente e puxar para cima uma edição que estava já caminhando em passos muito lentos. E desde que ele dá as caras, apenas vai melhorando. Inicialmente o mistério é sobre estarmos vendo Miller ou o Investigador, posteriormente a forma como interage fisicamente com as coisas é fantástico.

O momento em que ele está lá como um objeto amorfo se movimentando é como relembramos os clássicos da Ficção Científica; como tudo, aliás, neste episódio, especialmente os corredores portais. Da mesma forma as seqüências de ação e tensão também são todas muito boas e conseguem manter qualquer um na ponta do sofá.

Os pontos negativos da temporada acabaram se concentram no escopo pequeno e repetitividade das situações. Por isso episódios que fogem disso são grandes destaques: Carga a Deriva, que ainda no começo da trama em Ilus, abre muitos horizontes para aquela situação; e Retrógrado, que finalmente lembra deles e dá um destaque maior aos personagens que acabram dominando a temporada anterior – OPA, Ashford e Drummer, além de introduzir Inaros.

Pior Episódio

Tiro no Escuro – na mesma linha que consegue destacar alguns dos episódios, ela é a que acaba misturando os demais num mesmo bolo, afinal, todas as situações são todas parecidas em cenários pouco inspirados. Neste capítulo, já na metade para o final da temporada, ela chega num ponto crítico quando os personagens da trama de Ilus todos vão parar no mesmo lugar (deixando o cenário ainda mais pobre) para viver exatamente os mesmos dilemas (deixando a trama ainda mais repetitiva).

Enquanto isso, parelamente o núcleo da Terra, entre Avasarala, seu esposo (com um ator diferente), e Nancy Gao, teoricamente deveria chegar em seu clímax. Mas já estava de má vontade com essa história devido à preguiça de explicar (de novo) melhor como funcionam as políticas terrestres, e não consegui perdoar a previsibilidade geral de toda essa situação.

Além de um recuo completo da personagem de Avasarala, que vinha em uma mudança constante de se tornar menos autoritária e mais aberta, volta aos parâmetros da primeira temporada, e a atriz visivelmente desconfortável com voltar a ser a megera.

Quase que exatamente pelos mesmos motivos, outro destaque negativo é Opressor, que foca em mais brigas na colônia em Ilus e o debate eleitoral. Ainda, Cibola em Chamas, teve aquele típico final anticlimático sem inovações, focando em um olhar retrospectivo da temporada sem oferecer muito assim.


The Expanse

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Publicado por Lucas Palma

Paulistano, desde que me lembro por gente fascinado pelas possibilidades do futuro, em games, filmes e seriados, herança paterna e materna. Para surpresa geral, ao final da juventude descobri fascínio também justamente pelo oposto, me graduando e mestrando em História, pela Universidade Federal de São Paulo. Sou autor de Palavras de Revolução e Guerra: Discursos da Imprensa Paulista em 1932.

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