ST Enterprise – 1ª Temporada (episódios)

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Jornada nas Estrelas: Enterprise

S01E01 e E02: Broken Bow – Um longo, bom e caro piloto do seriado contando como a Enterprise NX01, a primeira nave terrestre capaz de atingir dobra 5, acaba sendo lançada antes do previsto devido a uma oportunidade de solucionar uma crise diplomática com os Klingons.

Como todo o piloto, há vários problemas em relação ao desenvolvimento posterior dos personagens, algumas coisas ainda apontam aqui sem direção, especialmente as cenas de tensão sexual na câmara de descontaminação. Da mesma forma, a condução do enredo é um pouco convulsionada e muita coisa fica um pouco mal explicada. Também me incomodou certos clichês, como as cenas de “flashback” com o Archer pai.

Ainda assim, um piloto bem competente e grandioso que cumpre o papel de te instigar a continuar a série, com boas cenas de ação e um roteiro, apesar de confuso em alguns pontos, inteligente.

Aliás, neste capítulo há a única aparição do Brasil em toda Jornada nas Estrela (numa visão bem estereotipada, com uma sala de aula no meio da selva).

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E03: Lutar ou Correr – A Enterprise acaba tropeçando em uma nave a deriva no espaço e enquanto tenta entender o que houve, acaba sendo abordada por uma outra nave que passa a atacá-la. Um raro episódio centrado em uma coadjuvante, aqui a Hoshi. Um capítulo muito bom logo no primeiro produzido e exibido após a estréia, que até faz uma propaganda enganosa dessa primeira temporada mais morna.

O argumento, o desenvolvimento da trama, cenas e roteiro são todos excelentes e ainda têm um mérito de dar espaço para uma personagem menor. Eu particularmente gosto muito dessas situações, que são praticamente exclusivas de ENT, em relação às dificuldades de comunicação e linguagens, que dão uma profundidade única a essa nave e essa missão – e, aqui, esta característica brilha.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E04: Explorar novos mundos – Com uma grande diminuída no ritmo em relação aos capítulos anteriores, temos a primeira exploração planetária da Enterprise NX-01. A tripulação acaba encontrando estranhas formas de vida nesse planeta, ou não, em um episódio bem arroz-com-feijão, corretinho mas sem brilhar.

O argumento em certo sentido é meio ingênuo e pouco inspirado, entretanto, como nestes primeiros capítulos da série, os roteiros são bem desenvolvidos no sentido de estarmos assistindo a uma história de origem. São sempre distribuídas informações novas sobre coisas consolidadas; por exemplo, aqui temos a explicação do que são as classes de planetas o que é um planeta classe M, e também a introdução do aperto de nervo vulcano.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S01E05: Inesperado – Um dos episódios mais difamados de Jornada nas Estrelas, aqui é quando vemos Trip ficar grávido após interagir com uma tripulação formada por uma espécie bastante diferente.

Vencendo o preconceito prévio de um argumento como esse, o episódio, na realidade tem muitos aspectos interessantes, todos relacionados ao ineditismo da exploração espacial, que é a temática principal de Enterprise. Toda a ansiedade do Trip, o mal estar que ele sente na nave “climatizada”; a diferença de pressão em especial é uma coisa muito inteligente e uma pena que cai num capítulo que tende à comédia, como este.

Nesse aspecto cômico que realmente o show desanda. O argumento do homem “grávido” por si só não é ruim, embora seja um tema de sessão da tarde. O problema são os “estereótipos de grávidas” que passam a vir junto com isso, e que, já bem ultrapassados socialmente mesmo nos anos 2000, acabam datando demais o episódio – aliás, em cenas deletadas havia ainda Trip sentindo enjoos.

A participação dos Klingons ao final e uma suposta história de origem do Holodeck adicionam mais tempero.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3,5/5)


S01E06: Terra Nova – Dando continuidade a história das primeiras coisas que a humanidade fez no espaço sideral, a Enteprise NX01 é enviada para tentar descobrir o que houve com a primeira colônia humana em um outro planeta, em um episódio extremamente previsível.

Há um momento muito inteligente, em uma fala especial de Archer, sobre a ironia de não conseguir fazer primeiro contato com outros humanos, mas de resto, até por contas de restrições orçamentárias e de enredo – não poderíamos ter uma civilização humana mais avançada, por exemplo – já sabemos exatamente o que vai acontecer desde as primeiras cenas. E faltou muita ousadia, ou mesmo criatividade dos roteiristas, para fazer algo diferente sem extravagância como os vários capítulos análogos de TOS.

Avaliação: 1.5 de 5.

Ruim (1,5/5)


S01E07: O Incidente Andoriano – Um dos episódios mais importantes de toda a Jornada nas Entrelas, temos a pedra fundamental de uma das melhores e mais queridas tramas: a rivalidade entre Andoria e Vulcano. Isso acontece quando a Enterprise acaba tropeçando numa crise de um templo religioso vulcano sendo invadido por andorianos.

Tudo é muito bom neste episódio; o retorno dos andorianos que foi uma raça completamente esquecida após a série clássica e que, através do Comandante Shran, se torna instantaneamente carismática. Esse comportamento nervosinho “do bem” é bem legal e raro de se ver em ST. Além disso, o desfecho e implicações de toda a trama são excelentes (exceto pela opção terrível da cena final ser feita totalmente em computação gráfica).

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E08: Quebrando o gelo – Embora tenha um valor interessante no argumento, de pela primeira vez a humanidade ser capaz de acompanhar e estudar um cometa “in loco“, é mais um episódio morno e muito previsível. No momento em que dizem que a equipe terá apenas um tanto de tempo para fazer o que precisa se feito na superfície, você já sabe que vai acontecer alguma coisa em seguida e esse prazo contará. Faltou muito refino do roteiro aqui.

Sou simpático ao retrato antipático dos vulcanos em Enterprise, mas aqui foi tudo bem desnecessário e causa profundo incômodo para nós ao vermos o tanto que Archer se esforça para fazer amizade; isso acaba gerando muito mais desgosto pelos vulcanos que a gente desejava. Embora toda a trama de T’Pol, seu casamento e sua gradual aproximação com a tripulação humana é boa e bem conduzida.

Avaliação: 2 de 5.

Ruim (2/5)


S01E09: Civilização – Mesmo os episódios mais fracos até aqui de ENT ajudavam a estória a caminhar de alguma forma, sempre numa direção do pioneirismo daqueles personagens no universo de Jornada nas Estrelas… até agora.

Quando a Enterprise está explorando um planeta primitivo habitado por humanoides, a tripulação detecta um sinal de tecnologia avançada demais para aquela civilização. Eles decidem descer para investigar, e acabam descobrindo que eles estão sofrendo de uma espécie de epidemia e tentarão ajudá-los.

Mais um episódio muito previsível e esquecível. Tive que ir atrás de várias fontes e imagens para lembrar melhor como ele era mesmo após ter assistido várias vezes, tamanhas características genéricas Além disso, o episódio acaba se datando demais com um Archer agindo como herói dos anos 80: atirando primeiro e perguntando depois, e ainda despertando o amor da mocinha.

Avaliação: 1 de 5.

Muito Ruim (1/5)


S01E10: Mercadores do Espaço – Nossos protagonistas encontram uma nave mercante da Terra severamente danificada após sofrer um ataque pirata, entretanto seus tripulantes escondem alguma coisa, em um episódio conceitualmente bem interessante embora não seja brilhante.

Esta trama em especial é extremamente inteligente para uma série como Enterprise: com um avanço, melhoria e popularização geral na viagem espacial, como se sentiriam os pioneiros desse movimento? Neste caso, completamente passados para trás, marginalizados – criando assim códigos próprios de conduta, visões distorcidas do futuro, uma organização paralela, como já ocorrera várias vezes em etapas análogas que passamos em nossa história.

Entretanto, o episódio não é tão empolgante e menos interessante que a sua própria inteligência com os conceitos, apesar do bom argumento, com as intenções ocultas dos antagonistas.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S01E11: Frente Fria – Com algumas rimas bonitas e momentos bem interessantes, este é o episódio que inaugura a trama principal do seriado; a A Guerra Fria Temporal. A Enterprise recebe a visita de praticantes de uma religião desconhecida, aparentemente pacíficos, mas um aviso do futuro alega que um deles é um infiltrado.

Apesar de ser um capítulo bem construidinho, tudo bem organizado, com algumas coisas bem legais (como a rima entre a trama e o presente recebido por Archer) e introduzindo bem os personagens e conceitos deste outro “subplot“, acaba tendo um ritmo bem morno, como a maioria do que ENT nos apresenta nas temporadas iniciais.

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E12: Inimigo Silencioso – Um episódio com dois argumentos bem interessantes mas que definitivamente não deveriam estar juntos. De um lado, na trama principal, temos a Enterprise sendo constantemente atacada por uma nave desconhecida e que, especialmente, não revela (e aparentemente sequer possui) suas motivações.

De outro, no enredo secundário, a tripulação se dá conta que ninguém conhece direito o Tenente Reed quando precisam dar um bolo de aniversário para ele; numa situação cômica bem inteligente.

Já podemos perceber duas propostas bem diferentes, que definitivamente não conversaram bem. Se pararmos para lembrar, esta foi a situação mais grave que a Enterprise havia passado desde sua inauguração, primeira vez que ela estava sendo constantemente atacada… e enquanto isso havia tempo para eles ligarem para parentes e amigos de Reed.

Além disso, cria graves problemas de ritmo (que hoje é até uma certa moda da marvelização da mídia), pois toda seqüência de tensão é quebrada por uma cena subsequente de humor.

Avaliação: 3 de 5.

Bom (3/5)


S01E13: Caro Doutor – O episódio mais polêmico de toda Enterprise e um dos mais de toda Jornada nas Estrelas, e por bons motivos: o enredo e a situação toda é muito complexa e permite diversas conclusões. Nossos protagonistas esbarram numa nave a deriva que tem um pedido de socorro muito peculiar: sua raça está sendo dizimada por uma pandemia planetária e eles precisam de ajuda de uma civilização mais avançada para encontrar uma cura.

Tudo parecia caminhar para um capítulo mediano, até um detalhe: no planeta alienígena, habita uma outra espécie inteligente, subjulgada, mas que é imune a essa praga. Diante disso, os humanos se encontram numa encruzilhada sobre interferir ou não naquela sociedade.

Além de representar uma boa evolução do personagem do Dr. Phlox ( que até agora era apenas um novo Neelix), é um roteiro que faz Star Trek ser este fenômeno atemporal. Até hoje você encontra por aí vídeos, artigos, podcasts debatendo sobre o episódio.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


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S01E14: Cães Adormecidos – Explorando um gigante gasoso, a Enterprise encontra uma nave klingon severamente danificada, com sua tripulação desacordada, e condenada a afundar na atmosfera densa do planeta. Como não poderia ser diferente, nossos heróis querem tentar impedir esse destino fatal.

Finalmente um retrato mais hostil dos Klingons em ENT, aqui a série acerta em cheio do retrato da espécie mais popular daquele universo (embora não ache que tenha errado até então, apenas não havia sido o foco). Um capítulo bem correto, com roteiro e direção bem organizadinhas e bom argumento.

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E15: Sombras de P’Jem – Dando corpo a trama que acredito ser a melhor e mais interessante de Enterprise, a disputa entre vulcanos e andorianos, este episódio consegue continuar muito bem de onde o anterior havia deixado. As conseqüências daqueles atos heróicos de Archer são exploradas e esfregadas na cara do próprio capitão quando ele e T’Pol são feitos reféns de um grupo de oposição do governo de Coridian, acusado de ser uma marionete de Vulcano.

Em roteiro e argumento este capítulo praticamente não tem defeitos, é tudo claro, inteligente e organizado, inclusive seu desfecho, com uma saída muito elegante. Entretanto, a direção acaba sendo um ponto fraco. As cenas de tensão sexual entre Archer e T’Pol enquanto presos são péssimas e problemáticas (e revelam a idade da produção). Enquanto isso, o final, apesar de esperto, foi muito mal dirigido: o posicionamento das câmeras e dos atores fazem com que o “sacrifício” final seja muito inverossímil.

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E16: Cápsula Auxiliar 1 – Tucker e Malcon retornam de uma missão em uma das naves auxiliares mas acabam se deparando, no lugar onde encontrariam a Enterprise, destroços e asteroides; acreditando que a nave foi destruída. Aqui temos um péssimo episódio engarrafado (bottle show), quando tudo se passa com poucos personagens e em um único set.

Esses tipos de capítulos serviriam para os personagens viverem momentos mais íntimos, ao mesmo tempo que a produção tem uma folga financeira com a produção de cenários. Infelizmente aqui o que dá certo é apenas a economia de gastos. Pouco é revelado sobre o pessoal dos dois envolvidos, a única impressão que você tem é que o Reed seria um melhor oficial comandante que Trip.

Incrível como o retrato que pretendem fazer desse personagem “redneck“, um americano do interior, como um grande oficial é péssimo. Apostam numa simplicidade que soa cada vez mais como ignorância; aqui fica latente por ser focado quase que exclusivamente nele.

Avaliação: 1 de 5.

Muito Ruim (1/5)


S01E17: Fusão – Apesar de ser composto de apenas dois episódios, este e outro na segunda temporada, aqui temos uma das melhores tramas e alegorias do seriado, quando T’Pol encontra um grupo de vulcanos dissidentes que decidiram libertar suas emoções. É tudo muito interessante, no argumento e no roteiro. Mais uma faceta da cultura vulcana é melhor explicada, com as discussões sobre o Elo Metal e mesmo sobre a sexualidade da espécie, é um dos grandes capítulo sobre “cultura alienígena” de toda Jornada nas Estrelas.

O roteiro também é ótimo, conseguindo dar tridimensionalidade a todos os personagens; protagonistas e antagonistas. Da mesma forma também é ambíguo em relação a própria opressão vulcana sobre seus sentimentos: é uma opressão dura, mas também parece justificável. E, por fim, brilha também como alegoria de abuso sexual e psicológico.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E18: Planeta Errante – Este é seguramente considerado um dos piores episódios de todos os tempos, não só de ENT. Ele se passa quando vemos o completo desperdício da oportunidade do encontro de um planeta desgarrado, perdido entre sistemas solares. Lá, a tripulação esbarra um grupo de caçadores e tem início uma trama muito fraca de mensagem ecológica.

Tudo muito previsível, em situações que já vimos várias vezes, e um roteiro que parece ter sido escrito para Chakotay em VOY – e talvez seria uma boa pedida. Personagens e cenário desperdiçados, e ainda uma trama romântica que, além de datada, rende um dos finais mais toscos de toda a ficção científica, quando descobrimos a verdadeira natureza da “amante” de Archer; é tudo tão ridículo que você até acha vídeos de reaction de pessoas assistindo a essa cena.

Avaliação: 1 de 5.

Muito Ruim (1/5)


S01E19: Aquisição – Enterprise abusa um pouco do fanservice quando coloca os Ferengi saqueando e espoliando a nave. A polêmica é óbvia, o primeiro contato com a espécie se daria apenas em TNG, dois séculos após os eventos aqui descritos. Entretanto, em primeiro lugar, já podemos lembrar que segundo DS9, a humanidade conheceu Quark, Rom e Odo na década de 1940.

Da mesma forma, houve cuidado do roteiro em tentar amarrar minimamente as controvérsias, ao colocar que não há de fato um contato, ninguém se apresenta nem tem os nomes trocados. Ainda, explicaria o porquê da espécie, apesar de conhecida no quadrante, só contataria a Federação no século XXIV, com o desfecho.

Sobre o episódio em si, há alguns momentos dominados por clichês (como a questão dos antagonistas se desentenderem), mas achei que foi bem competente no humor. Seja em referências internas (a origem do mito da vulcan slave-girl) como em esquetes gerais; a conversa com o Portos provavelmente foi a cena que eu mais ri em toda série.

Avaliação: 3.5 de 5.

Bom (3,5/5)


S01E20: Oásis – Um capítulo que todo o elenco ficou embaraçado ao realizá-lo. Não é possível acreditar que chegou realmente a ser gravado. Aqui se trata praticamente de uma refilmagem de Shadowplay, exibido apenas 8 anos antes, em DS9, utilizando inclusive o Rene Auberjonois (ator de Odo). Com uma trama praticamente idêntica, nossos heróis descobrem uma colônia humanóide perdida num planeta remoto que eles gradualmente descobrem ter uma natureza não muito real.

Não é dos piores argumentos, mas em direção e roteiro, é sensivelmente inferior à contraparte, conseguindo evocar muito menos simpatia que o anterior, independente do auto-plágio.

Avaliação: 2 de 5.

Ruim (2/5)


S01E21: Detidos – Passamos a conhecer melhor os sulibans neste grande episódio que retrata quando Archer e Travis acabam sendo detidos em um campo de prisioneiros de Tandarans, uma civilização que também está em conflito com os alienígenas verdes. Aqui temos um aprofundamento excelente tanto nessa raça quanto nas alegorias políticas, inclusive o destaque da crítica ser feita tendo em mente a experiência americana da coisa; quando japoneses eram presos em campos análogos durante a II Guerra Mundial.

O roteiro também é bom, especialmente por mostrar os protagonistas em transição. Inicialmente o capitão compra a idéia de que os sulibans são sim genericamente terroristas. Essa postura arrogante ficou bem verossímil também com as alegorias históricas. A escalação dos atores, em destaque de Dean Stockwell (os cylons modelo Cavil de BSG) também foi muito boa; o único ponto negativo foi a direção de arte do cenário, que deu um ar meio “tropical” ao campo.

Embora mesmo muito bom, faltou alguma coisa inusitada para o capítulo ser mais ímpar. Além do defeito de que essa trama jamais será retomada em ENT.

Avaliação: 4.5 de 5.

Muito Bom (4,5/5)


S01E22: Vox Sola – Imagine essa cena: personagens estão imóveis e apenas seus rostos focalizados, de repente, eles têm idéias… como dar movimento a esse quadro? Que tal colocarem os personagens fazendo força para pensar? É o que ocorre aqui quando duas tramas de argumento até razoável, mas execução péssima, se encontram.

De um lado, os protagonistas estão presos num hangar grudados por um organismo alienígena que está os parasitando, de outro, Hoshi tenta consertar um primeiro-contato desastroso. Desastrosas também são as conduções de ambas as histórias: na primeira, o potencial do organismo compartilhar pensamentos é totalmente desperdiçado em momentos como o descrito acima, e, na segunda, são os próprios “antagonistas” que resolvem o mal-entendido.

Avaliação: 1 de 5.

Muito Ruim (1/5)


S01E23: Herói Decadente – A Enterprise é enviada para extraditar uma embaixadora vulcana, uma referência pessoal de T’Pol, que acabou caindo em desgraça após ser acusada de corrupção em seu posto. É um episódio bem interessante, seja no roteiro, quanto no argumento e na ação.

Acaba se tornando um marco muito importante no desenvolvimento dos personagens e do próprio seriado. Temos Archer conhecendo vulcanos mais maleáveis, e, assim, confiando mais neles; enquanto os vulcanos por sua vez passam a respeitar mais os humanos – e, ainda, também acompanhamos uma jornada bonita pessoal da T’Pol. Ao final, quando escutamos pela primeira vez uma certa frase, temos uma cena muito comovente.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


S01E24: Travessia do Deserto – Um capítulo relativamente despretensioso que acabou me surpreendendo positivamente ao superar certos clichês apesar do início previsível. Os protagonistas encontram numa nave a deriva e ao ajudar seus tripulantes, são convidados a visitar seu planeta natal… onde eles são líderes de um movimento radical de oposição.

Ajudado por um excelente ator convidado, o argumento e desenvolvimento da estória aqui são muito bons. O fardo da fama de Archer tendo repercussões foi uma idéia excelente (e uma pena que não será mais recuperada) assim como a opção dele em não ajudar também foi algo bem adulto. Alguns desdobramentos também são interessantes e inovadores, mas inevitavelmente o capítulo acaba perdendo um pouco quando a ação se volta para a sobrevivência de dois personagens. Tudo volta a se tornar previsível e menos inteligente (aliás, mais uma vez temos dúvidas da inteligência de Trip).

Avaliação: 4 de 5.

Muito Bom (4/5)


S01E25: Dois dias e duas noites – Poderia ser pior do que eu imaginava o episódio tão antecipado das férias da tripulação em Risa. Um capítulo que deveria ter um foco cômico, acaba não sendo tão engraçado assim, apenas com as cenas de Phlox genuinamente arrancando risadas.

O grosso do roteiro, na realidade, é uma trama política bem interessante e relativamente surpreendente, que o capitão acaba se envolvendo. A condução não é das melhores, abusando dos clichês de “capítulos de férias”, mas o argumento é bom, conectado a um episódio anterior, e é uma pena que acabará sendo completamente esquecido pelo resto da série.

Avaliação: 2.5 de 5.

Mediano (2,5/5)


S01E26: Onda de Choque (parte 1) – Encerrando a temporada com um belo cliffhanger (um gancho), a série mergulha de vez na Guerra Fria Temporal quando a Enteprise acaba tendo sua missão cancelada após ter causado um incidente de proporções planetárias.

O episódio é muito competente em ir criando um crescendo constante de tensão por todo o episódio; quando um problema é resolvido, logo já estamos diante do próximo. Isso era bem salutar e raro em Jornada nas Estrelas naquele momento. Além disso, o roteiro é muito competente em articular o ocorrido com a trama maior do confronto temporal e com o desenvolvimento dos personagens, que são colocados em uma situação bem crível de desânimo e desilusão.

Avaliação: 5 de 5.

Excelente (5/5)


Jornada nas Estrelas: Enterprise

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Publicado por Lucas Palma

Paulistano, desde que me lembro por gente fascinado pelas possibilidades do futuro, em games, filmes e seriados, herança paterna e materna. Para surpresa geral, ao final da juventude descobri fascínio também justamente pelo oposto, me graduando e mestrando em História, pela Universidade Federal de São Paulo. Sou autor de Palavras de Revolução e Guerra: Discursos da Imprensa Paulista em 1932.

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