O Código do Caçador de Recompensas

Star Wars – O Código do Caçador de Recompensas: dos arquivos de Boba Fett

Tradução: Angelo Lessa – Bretrand Brasil – 1ª Edição

Ano de Lançamento: 2013 – Minha Ediçao: 2014 – 160 páginas


Enquanto a Millenium Falcon estava fugindo da frota de destroieres comandada por Darth Vader, o Império se viu obrigado a apelar para caçadores de recompensas em O Império Contra-Ataca (1980). Ao final, foi justamente um deles, Boba Fett, que encontrou nossos heróis e os entregou de bandeja para o lord sith. Desde então, a figura desse tipo de personagem se consolidou entre uma das mais interessantes não só em Guerra nas Estrelas; mas na ficção científica no geral.

Neste, um dos livros “in universe“, isto é, escrito como se fosse para ser lido pelos personagens dentro daquele universo ficcional, a Lucasfilm (ainda independente) decidiu ampliar o lore dessa profissão e tentar colocar os fãs a se imaginarem como um dos caçadores de recompensas de Star Wars.

Não conseguiu. O livro não foi capaz de achar exatamente o que dizer sobre esse arquétipo de personagem. Ele começa falando sobre como funcionaria a Guilda dos Caçadores de Recompensas, o que é um tema relativamente sólido, especialmente na relação entre os caçadores, que sempre pareceu conflituosa. Mas rapidamente a coisa desanda. Em pouco tempo está abordando as documentações e burocracias necessárias para a caça, e pior ainda, dando dicas de combate corpo a corpo ou como roubar um carro (um speeder, no caso). ???

Os personagens escolhos para comentarem nas orelhas das páginas – outra característica que é destaque dessa coleção – são todos bem desinteressantes, como Dengar, Greedo; outros são exclusivos das séries animadas, como Hondo; as grande atrações seriam Jango e Boba, que aparecem muito pouco e com falas bem fracas. Comparando com outros com comentários de Luke, Leia, Yoda, Solo, por exemplo. Assim como as ilustrações e todo o acabamento do livro também são genéricas se comparadas ao demais livros.

Ainda, há algumas referências são muito obscuras mesmo para mim que tenho um conhecimento preliminar do antigo Universo Expandido (que ainda existia na época); como por exemplo uma filha de Boba Fett, criada para um único volume de quadrinho de 2001, e que apareceu em outros volumes de 2012 e um livro de 2004.

Há um apêndice um pouco mais interessante, contando sobre um grupo de mandalorianos conhecidos como Sentinelas da Morte. Nele temos algum aprofundamento do lore dessa raça e seu planeta, e até mesmo das armaduras; mas mesmo assim não compensa a leitura.

Muito Ruim 1,5/5

O mais fraco dessa coleção “in universe”; não achou exatamente o que falar sobre esse arquétipo de personagem de Guerra nas Estrelas e nem de personagens específicos como Jango e Boba Fett.

Apêndice Mandaloriano – Os fãs de outrora já conheciam o lore fantástico dessa civilização dentro de Guerra nas Estrelas; nascida a partir de uma história por trás da armadura de Boba Fett, ela foi adquirindo cada vez mais profundidade e complexidade. Na série animada Clone Wars, muito foi apresentado pela primeira vez para fora do que antigamente se chamava de C-Canon – tudo sobre Star Wars que não eram os filmes (o G-Canon) – e ganhou-se uma versão mais bem acabada daquela raça.

Neste livro temos um apêndice sobre um grupo de mandalorianos chamados de sentinelas da morte, que contém uma rápida panorâmica da história (de até então, antes do reboot da Disney) de Mandalore. O espaço é bastante curto e tudo é contado muito por cima – e do ponto de vista daquele grupo em especial – e serve como uma boa base do que se existe de lore deles. Algumas coisas são apanhados de trabalhos anteriores (quadrinhos, livros), outras, muito mínimas, são inéditas daqui mas é interessante, e fica a impressão é que este deveria ter o foco principal desta publicação.


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Publicado por Lucas Palma

Paulistano, desde que me lembro por gente fascinado pelas possibilidades do futuro, em games, filmes e seriados, herança paterna e materna. Para surpresa geral, ao final da juventude descobri fascínio também justamente pelo oposto, me graduando e mestrando em História, pela Universidade Federal de São Paulo. Sou autor de Palavras de Revolução e Guerra: Discursos da Imprensa Paulista em 1932.

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