O Sol Desvelado – Isaac Asimov
Tradução: Aline Storto Pereira – Editora Aleph
Ano de Lançamento: 1957 – Minha Edição: 2014 – 286 páginas
Alguns meses depois de desvendar o capicioso caso do assassinato do sideral em Nova Iorque, Elijah Baley ganhou uma reputação entre os governos da Terra e dos demais planetas humanos; assim, é destacado para investigar um novo crime, desta vez em outro mundo: Solaria. Sua presença foi requisitada, ironicamente, pelo governo daquele local – que despreza profundamente os terráqueos.
O plano de fundo é o mesmo: a humanidade está dividida em duas civilizações. Uma na Terra, de bilhões de habitantes, vivendo em complexos subterrâneos claustrofóbicos, sem mais contato com o “mundo lá fora” e aversa aos robôs; e outra, espalhada por 50 novos planetas colonizados nos últimos séculos, esparsamente e minimamente populados e totalmente dependentes da mão de obra robótica. O destino de Baley, Solaria, é talvez o mais hostil e averso à vida terrestre; habitado por apenas 20 mil pessoas, que vivem isoladas umas das outras em propriedades de milhares de km² e que consideram qualquer encontro físico entre dois indivíduos algo repugnante – eles convivem apenas através de hologramas.
Investigar a morte do mais importante “fetologista” do planeta é a missão de nosso protagonista, que, no local encontrar-se-á com Daneel Olivaw, seu parceiro robótico mas que, desta vez, se passará por humano, como um enviado de Aurora – a mais importante das colônias siderais – que precisa entender mais do que se passa por lá. Não há um homicídio no planeta em séculos, e a principal suspeita é sua esposa – os cônjuges são os únicos humanos que convivem fisicamente uns com os outros (e ainda assim em situações e datas pré-estabelecidas) no planeta.
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