Os erros e os 20 piores episódios de Star Trek: Enterprise

Enterprise teve um começo muito complicado, que acabou enterrando a série mesmo após as duas últimas temporadas maravilhosas. Mudando muito sem mudar nada naqueles seus dois primeiros anos, a série simplesmente não sabia para onde ir. Estava-se levando ao limite do desgaste uma fórmula iniciada em 1987.

Infelizmente o que não faltou ao seriado foram pontos negativos, tais como os abaixo:

Para revisitar alguma temporada, clique nos botões abaixo:

Direção e Identidade:

Enterprise nunca soube exatamente que história queria contar e nem como queria contá-la – nem mesmo em seu auge. Originalmente do surrado formato episódico quase que sem nenhuma serialização aos “superepisódios” de três partes, cada ano o que vinha era um seriado diferente com os mesmos personagens.

A primeira temporada, muito claramente, queria contar uma história de pioneirismo, dos primórdios da exploração espacial, o que rapidamente se tornou repetitivo. E, pontualmente, criar alguns arcos secundários que se desenvolveriam gradualmente a partir de aventuras individuais, o que eu particularmente achei competente. Entretanto, para a segunda temporada, provavelmente o ponto mais baixo da série, ambas essas tímidas orientações foram abandonadas; nitidamente não sabiam para onde ir.

Com a radical transformação da terceira temporada, ela ganhou nova direção, uma história completamente original e nativa e estruturada dentro de um único superarco (a busca pela Arma Xindi), com vários episódios sendo sequências diretas uns dos outros, mas, ao mesmo tempo, contendo histórias individuais, e os resultados foram muito positivos – ainda que polêmicos. Particularmente, achei o melhor formato narrativo já adotado em Star Trek.

Houve ainda uma sutil mudança de uniforme.

Entretanto, para a quarta temporada, recebemos mais uma nova forma: a série se dedicou em ser um prequel de TOS e passou a contar as histórias em blocos de episódios. O resultado também foi espetacular (minha temporada favorita de todos os seriados de Star Trek), mas não deixa de ser mais uma outra tentativa diferente e fica difícil cativar o público.

Desenvolvimento de personagens secundários

Para além do trio principal, o seriado utilizou e trabalhou pouco com os demais tripulantes. Pontualmente o Dr. Phlox e Hoshi ganhavam algum destaque; mas Malcon ficou preso a servir de algum alívio cômico, e Mayweather era até de se perguntar se os demais lembravam do nome dele.

A dinâmica ficou muito parecida com a do trio de TOS. Todas as séries da era TNG, ainda que privilegiassem os capitães e imediatos no tempo de tela, minimamente usavam e davam segmento aos demais personagens, mesmo como suporte. Em ENT ninguém sequer é promovido ou tem algum romance duradouro, por exemplo. Em conjunto com a desorientação da forma narrativa, também foi muito parco o desenvolvimento de personagens convidados e vilões nas primeiras temporadas.

Trip

Os inimigos do riso.

Caso a T’Pol não tivesse uma patente superior a dele, fazendo com que a nave o tivesse como imediato, a Enterprise NX01 não teria passado do sistema solar. Com exceção da última temporada, onde afinaram um pouco mais o personagem, era incrível como ele tomaria sempre a decisão errada caso estivesse no comando. Querendo emular com Archer uma dinâmica entre Spock e McCoy, colocaram sempre a T’Pol com a decisão fria, e Trip com a emocional. Na teoria, pois na prática funcionou assim: T’Pol estava certa e Trip errado.

Ele é amado nos EUA porque, um problema para nós, é um personagem dedicado a conversar com um público muito específico do país – um “trabalhador simples do interior” (ou redneck de forma pejorativa). Para um papel desse, ele precisaria ser de fato um trabalhador simples, como era o caso de O’Brien em DS9, por exemplo. Colocar um perfil desse para um oficial de comando, uma parte do tripé de protagonistas dos seriado, precisaria de um refino muito bom em seus diálogos – o que só foi acontecer, finalmente, na última temporada.

Guerra Fria Temporal

Deveria ser A trama de fundo de Enterprise, mas devido justamente ao fato da série não se achar em sua forma de serializar, com o perdão da cacofonia, o enredo ficou completamente perdido. Nas duas primeiras (e longas) temporadas, exceto por aberturas e finais de temporada, foram apenas 2 episódios tratando do tema. Frente Fria (S01E11) e Futuro do Presente (S02E16), sendo que o segundo sequer explicou alguma coisa.

A terceira temporada, mais um mérito, conseguiu encaixar bem a trama dos Xindi no grande plano da Guerra Fria Temporal ao desenvolver a questão do interesse dos Construtores das Esferas no enfraquecimento da Federação, mas o saldo do seriado foram apenas respostas pela metade. Deu para entender que a questão das diversas facções era impedir o sucesso da missão NX01 e assim impedir a formação da Federação e alterar todo o futuro do quadrante; e foi mais ou menos só isso mesmo “explicado” (subentendido, na verdade).

Os Sulibans e o Future Guy completamente abandonados, e apesar dos bons capítulos que encerraram a trama, não deu para entender exatamente o porquê ela acabou com a derrota de Vosk. Sendo assim, no auge da série, no quarto ano, e quando a fundação da Federação foi explorada diretamente, a Guerra Temporal ficou de fora.


Alguns capítulos que você vai esquecer ou até já esqueceu. (em ordem de exibição)

S01E04: Explorar novos mundos – A primeira exploração planetária da tripulação da NX01 é em um planeta desabitado – não é possível que alguém não percebeu o quanto pouco isso seria memorável. Mas há algum tipo de alucinógeno da flora local que gera alguns mal entendidos entre nossos heróis. Normalmente este episódio é lembrado apenas quando mergulha-se muito fundo no lore de Star Trek pois o planeta foi nomeado como Archer IV e é citado algumas vezes ao longo de outros seriados.

S01E08: Quebrando o Gelo – Poucas coisas são tão previsíveis na TV e no cinema quanto um personagem avisar a outro que ele tem apenas alguns minutos para fazer tal coisa. Na hora você já sabe que aquela ação vai ter contratempos. Este pálido episódio não escapa à regra, e conta ainda com constrangedores diálogos entre Archer e um outro capitão Vulcano na tentativa do nosso protagonista fazer amizade. Ao menos há uma interessante semente plantada sobre a personagem de T’Pol e seu noivo – que é a única razão que este episódio pode ser lembrado.

S01E09: Civilização – Entre 10 anos da primeira vez que assisti ao seriado para a segunda, havia apagado esse episódio completamente da minha memória, e até mesmo entre alguns meses depois quando fui escrever também tive dificuldade de lembrar de qual se tratava. Há algumas coisinhas legais aqui e ali – o argumento de fundo sobre o poço envenenado – mas é tudo bem esquecível e temos um Archer meio “kirkquesco”, namorando com a pobre e bela alienígena e atirando primeiro mas perguntando depois, muito fora do personagem.

S02E06: Saqueadores – Pelo amor de deus, os americanos não se cansam de ficar reimaginando Sete Homens e um Destino? Que já é uma releitura de Os Sete Samurais, como todo mundo sabe. Todo seriado de Ficção Científica tem um capítulo assim, deve ter alguma emenda na constituição deles que obriga a isso, não é possível. Não chega a ser uma má adaptação, mas tirando os Klingon como vilões, não há nada além da média para contar uma história tão batida. E justamente por isso vai se perder na sua memória de tão exaurida que ela já foi.

S02E13: Amanhecer – É difícil qualquer autoplágio escapar do esquecimento; neste episódio aqui, Trip e um piloto alienígena hostil ficam presos em um planeta com poucas chances de sobrevivência exceto se colaborarem um com o outro. Você já viu essa história várias vezes, fora e dentro de Star Trek, e esta versão não tem nada que chame mais a atenção que as outras, ainda que consiga arrancar um sorrisinho de canto de boca em algumas cenas.

S02E17: Canamar – Numa refilmagem de Con-Air – A Rota da Fuga no espaço, Trip e Archer são presos por engano e transportados em uma nave com destino a uma brutal colônia penal. A Enterprise consegue resolver o impasse através de canais diplomáticos, mas dentro do transporte ocorre uma rebelião dos presos – eu disse, não fosse a falta de uma filha para o Capitão, seria exatamente o mesmo enredo. Infelizmente, não é nem de longe divertido quanto aquele blockbuster dos anos 90. Todavia, um destaque para a maquiagem, ótima.

S02E18: A Travessia – A Enterprise é capturada por alienígenas não-corpóreos que, com certeza, não têm as melhores da intenções com os nossos heróis. A sensação de trama reciclada permeia o episódio inteiro. Não é um episódio ruim, tem certos caminhos bons no roteiro, mas nada de muito destaque e ele acaba sendo obscurecido por um outro capítulo com seres não-corpóreos muito superior, na quarta temporada: Observador.

S02E25: Recompensa – A estreia dos Tellaritas, uma das espécies fundadoras da Federação, deveria ter sido melhor em um seriado que pretendia resgatar a espécie. A dinâmica entre ele e Acher é razoável (e é sempre legal ver ações de capítulos anteriores tendo consequências em outros), mas dentro da Enterprise tudo vai de mal a pior e sobra de novo a apelar para T’Pol em roupas íntimas.

S03E20: Os Esquecidos – Com o perdão do trocadilho. Esmagado entre episódios muito marcantes da terceira temporada, este aqui acabou passando desapercebido, quando a tripulação lida com as baixas e danos das últimas batalhas. Há alguma ou outra coisa inteligente aqui e ali, como o “atalho” de Trip ao escrever a carta, na realidade, sobre sua irmã; mas no geral as coisas aqui acabaram se perdendo, e você acha que elas aconteceram em outros episódios.

Os 20 piores episódios

20 – S04E10: Dédalo – Conhecido com “o episódio ruim da quarta temporada” (excetuando-se o final), Dédalo realmente é um ponto fraco daquele ano. A única força é ser uma espécie de homenagem a O Computador Supremo, da segunda temporada de TOS. Apesar de um argumento interessante, é uma experiência confusa, oscilando entre tentar ser um Drama, um Terror ou até Ação. É um dos poucos capítulos daquela temporada que costuma ser pulado para quem quer rever o seriado.

19 – S01E24: Primeiro Vôo – Estava na indecisão sobre este ser um capítulo esquecível ou apenas ruim; já que apesar de lembrar que ele existia, não vinha mais nada na memória sobre ele. A explicação é simples; é repleto do clichês de “histórias de juventude de heróis”; o bar onde os amigos se reúnem, as discussões viris, a desobediência dos superiores e a própria narrativa, que é um personagem contando uma história com pausas certeiras para intervalos comerciais…. fica complicado de diferenciá-lo de outros tantos capítulos e filmes iguaizinhos por aí; como a gente lembra que ele existe, preferi ficar com ruim devido aos clichês.

18 – S01E20: Oásis – Um dos autoplágios mais claros de ENT, temos uma trama idêntica a Shadowplay, de DS9, um capítulo relativamente recente à época, mas sendo capaz de perder boa parte da dramaticidade daquele por uma escolha muito clara; ao invés de uma criança, temos uma adulta no mesmo papel. Se você não assistiu ao original, até pode ver algum mérito aqui porque o argumento não é dos piores, mas mesmo assim é uma experiência bem chata. Inclusive, houve mal estar da produção e atores ao perceberem a reciclagem que estava ocorrendo – especialmente porque ainda havia a participação de René Albernoujois.

17 – S02E02: Carbon Creek – Mais um autoplágio, desta vez a história da bisavó da protagonista interpretada pela própria atriz. Não é tão horrível quanto 23:59 de VOY, porque ao invés de um drama ou crítica social foda, este aqui tenta ser um capítulo cômico. Há uma ou outra tirada um pouquinho melhor, mas todas as piadas são muito previsíveis e a história contribui muito pouco para o lore dos vulcanos.

16 – S02E21: Ruptura – Talvez o episódio mais, e menos ao mesmo tempo, ambicioso de toda Enterprise; que tenta colocar Dr. Pholx como uma espécie de Criminoso de Guerra. Ele começa muito bem com o doutor confortável com a decisão do paciente, mas rapidamente vira um dramalhão usando as saídas mais fáceis possíveis para todos os problemas. Para ajudar, uma trama B (ou a A, dado o título) ainda mais fraca, sobre o resgate de cientistas, que rende apenas tediosas cenas dos personagens fazendo rapel indoor.

15 – S01E25: Dois dias e duas noites – O que esperar de capítulos em Risa? Após adiar as férias por várias semanas, finalmente a tripulação é liberada para uma licença no planeta paradisíaco. O resultado poderia ser pior, lá no fundo temos a continuação de uma interessante trama política referente ao personagem de Archer, que infelizmente é abandonada depois deste episódio. Mas ainda é sofrível ver Trip e Malcon, os inimigos do riso, em suas aventuras assim como ainda temos direito de um romance canino.

14 – S02E20: Horizon – Minha memória associa esse capítulo à trama de fundo dos spaceboomers, os primeiros humanos nascidos no espaço, que seria o background do personagem de Travis. Ledo engano. Quando o piloto da NX01 vai visitar a família, que ainda opera e mora no velho cargueiro onde ele nasceu, temos apenas clichês e recursos genéricos para a trama do filho pródigo.

13 – S03E15: Percursor – Apesar de conter algumas das informações mais interessantes de todo o arco Xindi, o pioneiro do título e a transformação do espaço pelos Construtores, o resto do capítulo (que tem uma trama B e C) é uma bobagem. Um triângulo amoroso entre Trip, T’Pol e uma marine; e uma verdadeira testeria entre Malcon e o Major dos MACO, que brigam o episódio inteiro para ver quem é o mais macho da galáxia.

12 – S04E22: Estas são as viagens… – Não está mais abaixo porque eu juro que entendo e respeito o que tentaram fazer aqui. No último episódio da série, a Conselheira Troi e o Comandante Riker visitam a NX01 no Holodeck da Enterprise D, onde o imediato da nave tenta fazer paralelos com a última aventura da NX01 com uma missão específica da sétima temporada da TNG. Eu gosto muito desse argumento, mas tanto no passado quanto no futuro as coisas não andam bem: a última missão da Enterprise NX foi fraca e, pior, não tem nada a ver com o dilema enfrentado por Riker na missão da Enterprise D.

11 – S01E06: Terra Nova – A Enterprise vai atrás do que houve com a primeira colônia terrestre em outro planeta; e é claro que eles não vão encontrar o pessoal feliz e tranqüilo. Apesar de um diálogo muito inteligente da frustração de Archer em não ser capaz de fazer o primeiro contato com outro humano, o resto é tudo muito fraco e das diversas possibilidades uma colônia humana isolada, foi escolhida a mais previsível e menos inspirada.

10 – S02E06: Exílio – E se a Bela e a Fera se passasse no espaço, e durante uma missão em que a humanidade tenta impedir que a Terra seja destruída por uma Super Arma do Juízo Final? Um alienígena monstruoso com fortes poderes telepáticos quer trocar uma informação sobre os Xindi pela companhia de Hoshi; é claro que tudo vai dar errado. Há até um caminhar sobre os mistérios da expansão na trama B, mas não compensa a bizarra estadia da tradutora num castelo mal assombrado usando roupas de verão.

9 – S02E11: Carga Preciosa – Não consigo desassociar este capítulo da última cena do filme Fanboys, onde os fãs de Guerra nas Estrelas, em busca de assistir ao Episódio I antes da estréia, comentam que a Ameaça Fantasma não pode ser ruim já que o Harrison Ford nunca teve seu nome associado a algum filme ruim. Em seguida passam por um outdoor sobre 7 dias de 7 noites. O argumento aqui é muito parecido em tema e qualidade, e assistimos há 40 minutos de um casal “tapas-e-beijos”.

8 – S02E09: Singularidade – Constituição Federal dos EUA, Artigo 26 Inciso único: é obrigatório para todo seriado de ficção científica conter um capítulo onde os personagens passam a agir de maneira estranha por uma razão pseudo-cienfítica qualquer. Provavelmente um dos piores usos desse clichê no gênero; ao invés de comportamentos exóticos dos protagonistas (como em Naked Time e Naked Hour), aqui eles apenas ficam obsessivos com o que já fazem normalmente. O pior é saber que tudo pôde ser resolvido com um café bem forte e um banho frio.

7 – S03E16: Ordens Médicas – A nave precisa atravessar uma anomalia que causará a morte de todos, mas ela é incontornável e um único tripulante precisa ser capaz de operar a nave até ela atravessar todo o perigo. Não, não é a sinopse de One, da quarta temporada de Voyager. Outro autoplagio neste rol, talvez o mais recente. Aqui é uma completa perda de tempo; ao invés de trabalhar num desenvolvimento do personagem através das suas alucinações, o capítulo tenta (e falha desde o primeiro minuto) fazer você acreditar que não se tratam de alucinações.

6 – S03E04: Raijin – Bato o pé que este foi o capítulo que decretou o final do seriado. Após um começo de temporada bom mas polêmico, pela postura diferente do comum dos protagonistas, que exigiu dos fãs paciência, este aqui esticou a corda até romper para boa parte da audiência. Archer foi de Jack Bauer a Don Juan ao conseguir mudar de lado essa espiã-escrava-sexual numa história mal contada, cheia de clichês e dependente quase que exclusivamente de insinuações sexuais.

5 – S01E18: Planeta Errante – Quanto ódio eu nutro por esse capítulo… uma das ideias mais legais de toda a série; um planeta desgarrado de um sistema solar, e ainda capaz de gerar vida através de energia térmica. Tudo isso para terminar com um romance entre um personagem e uma lesma do espaço em uma trama com mensagem ambiental.

4 – S01E16: Capsula Auxiliar 1 – Com raras exceções, os bottle shows (episódios que se passam em apenas um único cenário) não costumam agradar aos espectadores, Enterprise não desaponta e também entrega essa péssima história. Uma série de mal-entendidos fazem com que Malcon e Trip estejam presos em uma nave auxiliar e acreditem que a NX01 foi destruída. Os poucos traços de personalidade dos personagens apresentados aqui, além de torpes, ainda contradizem informações anteriores. A única moral da história é que Malcon deveria mandar em Trip, e não o inverso.

3 – S01E22: Vox Sola – Provavelmente temos a pior cena da série aqui; quando os personagens estão enquadrados apenas em seus rostos e precisam fazer uma expressão de “força para pensar”. Nesta primeira trama, há um organismo parasitário em um dos depósitos da nave capaz de sugar pensamentos de suas vítimas, e na segunda, Hoshi tenta consertar um primeiro-contato desastroso. Tudo péssimo. Um bônus de ruindade: nessa estória secundária, o antagonista que resolve explicar para a tradutora o que houve de errado já que ela não havia sido capaz de descobrir.

2 – S02E10: Ponto de Fuga – Um ponto forte de Enterprise é a questão de como o teletransporte não era algo confiável àquela altura; um belo detalhe de respeito ao lore de Star Trek. Entretanto, todos os capítulos que abordam esse problema são horríveis. Este aqui em especial é uma porcaria. Após um uso de emergência do equipamento, Hoshi começa a “desparecer” até se tornar uma espécie de fantasma; mas, justamente por isso, ela é a única capaz de ver uma invasão de seres estranhos na Enterprise. Mas no final, todos os eventos podem ser literalmente desconsiderados já que a natureza do que aconteceu não era real. Parabéns.

1 – S02E05: Uma Noite na Enfermaria – Admitam, essa vocês sabiam que seria assim. E é difícil realmente dar o prêmio de pior episódio da série para outra entrada sem ser essa aqui. Após uma missão diplomática fracassar quando Portos faz xixi numa árvore sagrada (a parte mais inteligente do roteiro, acredite), o cachorro contrai uma grave doença e Archer acaba perdendo a cabeça. Além de péssimo, sem graça e mal escrito, é um capítulo de muito mal gosto; o Dr. Pholx diagnostica que o capitão está bravo porque precisa de uma boa foda. Archer, então, passa a ter sonhos eróticos com a T’Pol – preparem-se para mais banho de gel.

O mais incrível é que este capítulo foi um dos mais caprichados em aspectos técnicos de Enterprise, ao todo 3 bonecos de Porthos foram construídos para as diferentes etapas dos procedimentos veterinários que ele passaria.

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Publicado por Lucas Palma

Paulistano, desde que me lembro por gente fascinado pelas possibilidades do futuro, em games, filmes e seriados, herança paterna e materna. Para surpresa geral, ao final da juventude descobri fascínio também justamente pelo oposto, me graduando e mestrando em História, pela Universidade Federal de São Paulo. Sou autor de Palavras de Revolução e Guerra: Discursos da Imprensa Paulista em 1932.

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